A Estiva: ao mesmo tempo pequena e gigante.
São poucas ruas – seria uma dúzia? Mas repletas de histórias e históricos.
É um distrito que tem nome de santo. Que inspirou a música romântica de Tito Madi e que inspira o ponteado de Levi Ramiro.
Viu nascer a poesia de Zezé da Vila, os ensinamentos históricos e críticos do Professor Jurandir e até as manobras de skate do meu amigo Christian Crispin e do seu irmão gente boa que agora me fugiu o nome.
Ah! O distrito de Santo Antônio da Estiva, tão pequeno e tão imponente. Irriquieto, foi até parar no meio do Jornal Nacional, da TV Globo, para protestar pelo esquecimento do prédio de sua escola.
A Estiva da coxinha de mandioca saborosa e da cerveja gelada servida com porções gigantes no balcão do adorável Arnaldo – que não vende fiado, diga-se de passagem.

Amigos da Estiva
Pois bem, na noite do último dia 12 de outubro, 270 pessoas que nasceram ou tiveram algum contato com o distrito de Pirajuí se reuniram para o encontro dos Amigos da Estiva!
A iniciativa partiu do meu amigo Fábio Gasparoto, renomado advogado atuando há anos em Sampa e, é claro, made in Estiva, e da Nidelci Soares. O ponto de partida foi um grupo do Facebook com o mesmo nome, organizado para reunir informações sobre ex-alunos da escola local, moradores de sítios e fazendas da região.

Diante do sucesso da iniciativa digital, pensaram, ué por que não fazer um evento temático?
E assim foi feita noite dos Amigos da Estiva, no salão paroquial da bela igreja que está na foto de capa deste artigo, com direito a muitas lembranças e saudades dos que partiram. Risadas, festa e muita comida boa: cardápio tropeiro, feito por um chef bauruense.

Minha Estiva
A história de minha família se cruza com a da Estiva na infância de minha avó materna, Amélia, que nos deixou neste ano, nonagenária.
Dizia se lembrar dos tempos vividos na Estiva, da vizinhança com os Simensatto, família que tenho tantos grandes amigos. E do mercadinho que, se não me engano, pertencia à família dos Gasparoto.
Me recordo do simpático Sr. Alceu (in memoriam), pai do Fábio, organizador do evento, uma pessoa muito sorridente, de fala mansa. E que, diante da semelhança com seu irmão, o Professor Jurandir, me contou que, na infância deles, nos tempos de escola, o mais novo perdeu o nome, passou a ser chamado “Igualinho”.
– Pois ele era “Igualinho” ao outro!
Coisas da Estiva!
Reunimos aqui algumas fotos desse evento maravilhoso que, pelo jeito, vai se repetir por muitos e muitos anos.
Agradeço à professora e amiga Edna Tassone pelas informações sobre o encontro.
Grande Estiva! Distrito de Pirajuí (ou seria vice-versa?).
Moradores e ex-moradores do Distrito de Santo Antônio da Estiva
Angélica
09/02/2020 — 16:23
Terra Natal de amigos. Adoraria conhecer
funcionário Marcelo
10/02/2020 — 18:33
venhaaaaa!