Fotos maravilhosas do show do Roberto Carlos em Pirajuí nos anos 1970

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Para ser bem sincero com vocês, pouco sei sobre esse fantástico show do Roberto Carlos em Pirajuí que aconteceu em meados da década de 70 – não sei nem ao certo qual foi o ano, ou mesmo o local onde aconteceu, teria sido no Gigantão?

Roberto Carlos em Pirajuí

Roberto Carlos é recepcionado por Antonio Motta e é levado a um dos quartos do hotel – notem os detalhes dos móveis

Aliás, não sabia! Graças aos sensacionais leitores do Homem Benigno, ao que tudo indica, foi um show beneficente, realizado no dia 27 de outubro de 1974 (muito obrigado à leitora Lourdes Aparecida Franco) – e que, literalmente, parou Pirajuí! Realizado no Campão! O Estádio Municipal Francisco Nazareth Rocha.

Inclusive, se você participou dessa lendária apresentação, por favor conte sua história nos comentários do post e fique tranquilo que não vamos revelar a sua idade.

Essas fotos maravilhosas que estampam a postagem são do site do Pirajuí Center Hotel, estabelecimento que funciona bem no coração da cidade desde os anos 1940. A Rio do Peixe Dourado não é nenhuma cidade do Cairo em suas proporções, mas é inegável que a localização desse hotel não poderia ser mais central.

Para ilustrar as atrações e a história do hotel, os proprietários fizeram essa postagem com as raridades do show do Roberto Carlos em Pirajuí.

Roberto Carlos em Pirajuí

Cantor durante o show (foto rara da apresentação). Onde foi será? Tem umas lâmpadas penduradas em cima, teria sido em lugar aberto?

Roberto Carlos em Pirajuí: visual hippie e frisson nas ruas

As imagens mostram o Rei Roberto em um visual bem distante do homem de terno claro, cabelo mullet e aquelas ombreiras no paletó. O Roberto Carlos em Pirajuí foi uma figura mais hippie, quase rockeira: cabeleira, medalha no pescoço, óculos escuros em ambientes fechados, como dita a regra dos popstars.

Roberto Carlos em Pirajuí

Terminado o show o cantor entra na caranga e vai embora de Pirajuí para, pelo menos até o momento, nunca mais voltar

Nas fotos é possível ver os populares na calçada da Rua João Justino da Silva, em meio aos Fuscas na época.

Interessante notar a forte presença policial ao lado do músico, fazendo a segurança. Em duas imagens (uma delas, inclusive, não está na seleção), é possível ver o Tenente Dib (1927 – 2007), figura muito conhecida na história de Pirajuí.

Roberto Carlos em Pirajuí

Nessa imagem é possível ver o músico saindo de um Aero Willys (será?) e podemos identificar ao centro o Ten. Dib fazendo a segurança e à direita o também saudoso ex-prefeito Waldemar Pfeifer – Vocês identificam mais alguém?

Entrevista com o tenente dib

Desde a infância tive uma proximidade muito grande com o 2º Tenente Alfredo Dib Mereb. Natural de Brodowski (SP), assumiu um cargo de sargento em Pirajuí no ano de 1973.

Ou seja, mal chegou na cidade e já teve que encarar a logística do show do Roberto Carlos em Pirajuí.

Se aposentou em 1988 e pela city ficou até o fim da vida, curtindo sua família e seus maiores hobbies: caça e pesca. Por falar em família, a proximidade com o Dib vem de minha amizade de infância com seu filho Samir – ele mesmo, da D20 Burguer.

Em 2001, eu e o meu primo Leo Cipriani entrevistamos o Dib para uma reportagem nos primórdios da internet em que ouvimos histórias de pessoas ligadas à área da segurança pública no passado da cidade (falamos com o Zé da Lei e o policial Zanirato também, um dia publico essas outras histórias).

Roberto Carlos em Pirajuí

Dib já aposentado, em 2001, ao lado do então Sargento Dib nos anos 1970. Saudades!

Foi bem legal o papo que tivemos com o Dib, aqui vão alguns trechos da conversa:

Qual a principal diferença em lidar com os jovens daquela época e os de hoje?

A juventude da época pensava de um modo completamente diferente. Mesmo mantendo uma certa rebeldia, possuíam um certo respeito as suas responsabilidades e também à autoridade, o que fazia do trabalho de lidar com jovens algo mais fácil naquela época. O jovem de hoje confunde liberdade com libertinagem.  

Qual a situação de maior risco já vivida pelo Senhor na profissão?

Tive o pulmão esquerdo perfurado por um tiro de 38, 4 costelas fraturadas, em suma fui ferido oito vezes em serviço. A mais perigosa foi em Agudos, numa situação covarde de um pistoleiro com uma ficha total de mais de trinta homicídios.

Qual a cena de maior emoção neste tempo todo de trabalho?

A grande emoção de minha vida foi uma homenagem que tive em Bauru por mais de duas mil crianças e adolescentes, do Colégio São José.

*

São histórias e histórias! Repito: se você estava no show do Roberto Carlos em Pirajuí, conte para nós sua história também!

 

Fotos: Pirajuí Center Hotel

Foto do Dib em 2001: Leonardo Cipriani

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